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Acessibilidade nos games: controles adaptados e as opções que ajudam todo mundo a jogar

Do controle adaptável do Xbox ao Access do PS5, passando pelos menus cheios de opções de jogos como The Last of Us Part II: o que existe hoje para quem precisa de outro jeito de jogar e como aproveitar.

Por Equipe SequeLari

Durante muito tempo, jogar videogame pressupôs duas mãos firmes, visão e audição completas e reflexos rápidos. Quem não se encaixava nesse molde ficava de fora ou dependia de adaptações caseiras. Isso mudou bastante na última década: fabricantes de consoles lançaram controles pensados para pessoas com deficiência, e alguns estúdios passaram a tratar o menu de acessibilidade como parte central do jogo.

Este artigo reúne o que já existe, com exemplos conferidos nas fontes do fim, e dicas práticas para quem quer começar a usar esses recursos, seja para si, para alguém da família ou para um amigo do grupo de jogo.

Por que acessibilidade é assunto de todo mundo

Acessibilidade costuma ser associada só a deficiências permanentes, mas as mesmas opções ajudam em situações temporárias ou do dia a dia: um braço engessado, cansaço depois de um dia longo, enjoo com movimento de câmera, um ambiente barulhento onde não dá para ouvir o jogo. Legendas, por exemplo, são usadas por muita gente que ouve perfeitamente. Quando um jogo oferece mais formas de ser jogado, mais pessoas conseguem jogar junto.

Controles feitos para se adaptar à pessoa

O primeiro grande marco foi o Xbox Adaptive Controller, anunciado pela Microsoft em maio de 2018 e lançado em 4 de setembro daquele ano. Ele tem dois botões grandes, de cerca de 10 centímetros, que podem ser configurados para qualquer função, e 19 entradas de 3,5 mm na parte de trás, uma para cada botão, gatilho ou direção do controle comum. Nessas entradas a pessoa liga acionadores externos, como botões de pé, de cabeça ou de sopro, montando o controle do jeito que o corpo dela permite.

O aparelho foi desenvolvido com organizações que trabalham com jogadores com deficiência, como a SpecialEffect e a AbleGamers, e funciona no Xbox e em computadores com Windows. Ele guarda três perfis de configuração, o que ajuda quando mais de uma pessoa usa o mesmo aparelho.

A Sony seguiu o mesmo caminho com o Access Controller para PlayStation 5, lançado no mundo todo em 6 de dezembro de 2023. Ele pode ficar sobre a mesa, ser girado em 360 graus ou preso a um suporte, tem tampas de botão e de analógico trocáveis em vários formatos e um modo de alternar, em que um toque mantém o botão pressionado sem precisar segurar, útil para acelerar em jogos de corrida, por exemplo. Até dois Access Controllers e um DualSense podem funcionar juntos como um controle só, o que permite dividir funções com outra pessoa.

Os dois controles seguem a mesma ideia: em vez de a pessoa se adaptar ao controle, o controle se adapta à pessoa.

Quando o próprio jogo faz a diferença

O equipamento resolve parte do problema; a outra parte está no software. The Last of Us Part II, lançado em 2020 pela Naughty Dog, virou referência ao trazer cerca de 60 opções de acessibilidade. A página oficial do jogo descreve, entre outras: remapeamento completo dos botões, inclusive gestos no touchpad; trocar segurar por apertar uma vez; ampliador de tela; modo de alto contraste, que apaga as cores do cenário e destaca aliados, inimigos e itens; leitura em voz alta dos menus e textos; sons que avisam sobre buracos, beiradas e ataques; e ajudas de navegação e de travessia, que guiam pelo caminho da história e automatizam alguns saltos.

Hoje é comum ver menus de acessibilidade em jogos populares. No Fortnite, por exemplo, a aba de acessibilidade das configurações tem modo para daltonismo e a opção de visualizar efeitos sonoros, que mostra na tela de onde vêm passos, tiros e baús. Ela foi criada primeiro para a versão de celular e depois chegou às outras plataformas.

Tipos de opção que vale procurar no menu

Dicas práticas para começar

O que ainda falta

Apesar do avanço, os controles adaptados não são baratos, e nem todo jogo oferece um menu completo. Recursos como leitura de tela continuam raros fora dos menus, e muitos jogos ainda não deixam remapear todos os botões. O caminho mais rápido para melhorar é o mesmo de sempre: estúdios ouvindo quem joga, e jogadores sabendo o que pedir.

Se você conhece alguém que deixou de jogar por achar que não conseguiria, talvez valha mostrar este artigo. Às vezes a solução está a duas telas de distância, dentro do menu de opções.

Fontes

Fatos conferidos nas fontes abaixo em 8 nov 2026. Se algo mudou, avise pelo contato do site.

  1. Wikipedia: Xbox Adaptive Controller
  2. Video Games Chronicle: PS5's Access controller launches in December for $90 (13/07/2023)
  3. PlayStation: Accessibility options for The Last of Us Part II
  4. GameRevolution: How to turn on the Fortnite sound visualizer

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