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Console velho: vender, doar ou descartar do jeito certo

Trocou de console, aposentou um controle ou juntou pilhas gastas? Veja como apagar seus dados antes de passar o aparelho adiante, o que a lei brasileira diz sobre o descarte de eletrônicos e pilhas e onde entregar o que não tem mais conserto.

Por Equipe SequeLari

Todo gamer acaba acumulando aparelhos: o console da geração passada, um controle com defeito, fones quebrados, cabos que ninguém sabe para que servem e uma gaveta cheia de pilhas gastas. Na hora de liberar espaço, a tentação é jogar tudo no lixo comum. Mas eletrônicos têm componentes que não devem ir para o aterro, e um console usado ainda guarda dados da sua conta.

Este guia mostra o caminho em três passos: proteger os seus dados, dar uma nova vida ao que ainda funciona e descartar corretamente o resto, com base nas regras brasileiras de logística reversa e nas orientações da PlayStation. As fontes estão no fim.

Primeiro passo: apague seus dados

Antes de vender, doar ou descartar, tire do aparelho tudo o que é seu. A própria lei brasileira de logística reversa de eletroeletrônicos, o Decreto 10.240, de 2020, diz que cabe ao consumidor remover os dados e programas pessoais antes do descarte, e que as empresas não respondem pelos dados que ficarem no aparelho. O mesmo decreto diz que, ao descartar, você perde a propriedade do produto e não tem direito a indenização pelos dados.

No caso do PS5 e do PS4, a PlayStation recomenda esta sequência antes de passar o console adiante:

A PlayStation avisa que a redefinição apaga todas as configurações e dados do console e não pode ser desfeita, por isso a cópia de segurança vem antes. Em outros consoles, procure no suporte oficial da fabricante o passo a passo para restaurar o padrão de fábrica e desvincular a sua conta.

Segundo passo: dá para reaproveitar?

Um console antigo que ainda funciona pode alegrar outra pessoa. Algumas ideias:

Terceiro passo: o descarte correto

O que não tem mais uso vai para a logística reversa, o sistema em que fabricantes, importadores, distribuidores e lojas recebem os produtos depois do uso e dão a eles um destino adequado. Para os eletroeletrônicos de uso doméstico, o Decreto 10.240 organizou esse sistema em todo o país. Os pontos principais para quem descarta:

Para achar um ponto perto de você, consulte as entidades gestoras de logística reversa de eletroeletrônicos, que costumam ter buscadores de pontos em seus sites, e a prefeitura da sua cidade, que pode ter ecopontos e campanhas de coleta. Algumas lojas de eletrônicos também têm caixas de coleta.

Pilhas e baterias: regra própria

Pilhas e baterias removíveis ficam fora do decreto dos eletroeletrônicos e seguem regras próprias. A Resolução Conama 401, de 2008, determina que as lojas que vendem pilhas e baterias e as redes de assistência técnica autorizadas recebam as usadas, ao menos da mesma marca que vendem, e repassem aos fabricantes ou importadores. A mesma resolução proíbe descartá-las a céu aberto, em aterro não licenciado, em terrenos baldios, rios e redes de drenagem, ou queimá-las.

Resumo rápido

Com esses cuidados, o console antigo sai da sua casa sem levar os seus dados e sem virar problema para o meio ambiente.

Fontes

Fatos conferidos nas fontes abaixo em 8 nov 2026. Se algo mudou, avise pelo contato do site.

  1. Câmara dos Deputados: Decreto nº 10.240, de 12 de fevereiro de 2020 (logística reversa de eletroeletrônicos de uso doméstico)
  2. LegisWeb: Resolução Conama nº 401, de 4 de novembro de 2008 (pilhas e baterias)
  3. PlayStation: Transfer or dispose of your PlayStation console (Estados Unidos)

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